Sofre só e as vezes chora,
Quer pular de um precipício
Saltar para o esquecimento
Ousar arrancar os cabelos
Gritar com tal desprezo,
Dizer que ao mundo detesta
Porque sofre tão só...
Sofre sozinha tendo mãos
Estendidas por perto,
Mãos que pedem e se ofertam!
E no seu medo de exposição
Nega a que se lhe dá,
Segura a que lhe pede,
Pois teme ser vista, conhecida,
Não ser amada - crê-se relegada!
Tem um quê de convicção
Que se conhecerem seu coração
A ela não poderão amar...
E por ter medo, um medo gelado,
Dá somente à solidão
O direito de entrar em sua vida
Antes que se desespere
Sem ter ninguém mais
Que com ela permaneça
A acalente e mostre presença
Que a faça escutar certezas:
"Só?... jamais... jamais..."
(21/jun/2012)
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